quinta-feira, 28 de junho de 2018

Vídeo - O Homem do Futuro


Nós somos o homo sapiens, nossa espécie surgiu depois de um longo processo evolutivo que começou há milhões de anos mas o que sabemos hoje sobre esse processo ? Sem dúvida o homem descende do macaco mas como e por quê o macaco se tornou homem ? Achávamos que uma coisa estava certa, o macaco se ergueu sobre duas patas para sobreviver na savana, assim a adaptação ao meio ambiente era a força motriz da evolução mas hoje numerosos fósseis começam a contradizer essa hipótese. Ainda estamos evoluindo mas estamos evoluindo para quê ? Como será o homem do futuro, o homo futurus, o homem que virá depois de nós ?

terça-feira, 26 de junho de 2018

Vídeo - A História do Mundo em duas Horas


E se pudéssemos lhe contar tudo ? A história inteira do mundo. E se disséssemos que poderíamos fazer isso em apenas duas horas ? Vamos contar a você a história toda, desde o big bang até os nossos dias. Como o planeta se preparou para a ascensão do homem. Como a idade da pedra levou à máquina a vapor. Como as primeiras sementes se transformaram em cidades e civilizações.

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Conteúdo - Cadernos da I Grande Guerra


O RTP Ensina apresenta-lhe um conjunto de dossiês dedicados à I Grande Guerra, com o essencial para perceber porque aconteceu, como se desenvolveu e quais os efeitos deste grande conflito mundial que teve também impacto em Portugal.
O assassinato do Arquiduque Francisco, em 1914, foi o acontecimento que despoletou um conflito que se prolongaria por quatro anos, ceifando milhões de vida e levando a grandes transformações na Europa, onde desapareceram vários impérios e caíram casa reais.

A entrada oficial de Portugal na guerra só aconteceu dois anos depois. Mais de cem mil homens lutaram em várias frentes por um país com extensas colónias e por uma república recente que passava por grandes dificuldades.

O RTP Ensina vai conduzi-lo por estes caminhos e por vários outros…

Conteúdo - Um grande amor em pequeno formato

Em 1917, o ano arrancava com a esperança de que a guerra que assolava o território europeu chegasse ao fim. Neste Postal da Grande Guerra ficaremos a conhecer a história de um casal que não se deixou separar pela distância.
O Corpo Expedicionário Português preparava-se para partir para França com milhares de homens mobilizados.
Mas houve um elemento mais pequeno que também foi mobilizado e que cumpriu o seu dever militar: o bilhete postal…

Na mesma altura, partia o alferes Júlio Serras Pereira. Entre Janeiro de 1917 e Abril de 1919, envia à sua namorada em Lisboa, Clotilde Marçal, quase 200 postais, escolhidos a dedo. Nalguns imagina que o chapéu da donzela que ilustra o postal ficaria muito bem a Clotilde. Envia postais das várias localidades por onde passa, com propaganda contra os alemães e a favor dos aliados, com flores que lhe oferece…

É uma história de um grande amor em pequeno formato que terminará em casamento quando Serras Pereira regressa finalmente à capital.

A neta doou a colecção ao Museu da GNR no Quartel do Carmo em Lisboa.














Conteúdo - Participação portuguesa na Grande Guerra em números


Portugal enviou mais de cem mil homens para combater em Angola, Moçambique e França tendo sofrido alguns milhares de baixas no três teatros de operações.
O maior contingente de soldados foi enviado para França, mas as baixas mais significativas registaram-se em Moçambique. O RTP Ensina deixa-lhe alguns dados importantes para perceber o que aconteceu entre 1914 e 1918.

Conteúdo - Portugal com dois fusos horários


Em junho de 1916 Portugal começava a ter dois fusos horária e era ao Real Observatório Astronómico de Lisboa que competia "fazer a transmissão telegráfica da hora oficial às estações semafóricas e outros pontos do país".
Em 1912, a hora em Portugal passou a reger-se pelos Fusos Horários da Convenção de Washington, e a hora continental passou a ser a do Fuso das zero horas, pelo meridiano de Greenwich.

Um decreto de 1915 regulamentou o Serviço da Hora Legal em relação ao novo relógio público construído em finais de 1913 e colocado na Praça Duque de Terceira (Cais do Sodré), ao lado do edifício do então escritório da Exploração do Porto de Lisboa.

O relógio estava ligado ao Observatório por cabo eléctrico e era por ele que os navios que chegavam ao porto de Lisboa acertavam os relógios.

Já vinha de 1784 dos Estados Unidos da América a ideia do Daylight Saving Time, ou horário de verão: mudar a hora para ganhar uma hora de sol e poupar energia. Mas foi só em 1916, e perante a falta de carvão, que a Alemanha em guerra resolveu mudar a hora. Seguiram-se os aliados e Portugal não foi excepção.

De 17 para 18 de Junho, pela primeira vez, a hora mudou em Portugal e os relógios foram adiantados uma hora. Houve polémica, humor e censura, mas a verdade é que – com algumas interrupções – o hábito de mexer nos ponteiros do relógio se manteve durante os últimos 100 anos.

E se por um lado se decretava a mudança de hora para poupar carvão, por outro concedia-se tolerância aos teatros, permitindo que estes abrissem mais tarde para evitar prejuízos. Assim enquanto os aliados tinham teatro pelas oito da noite, em Portugal subia-se ao palco só pelas 22 horas, o que criava outros problemas: os espectáculos acabavam entre a uma e as duas da manhã, altura em que as carreiras de carros eléctricos tinham terminado.

A solução foi mudar o horário dos eléctricos e o último passou a sair do Rossio pela 1.50 horas da manhã.

Portugal era, afinal, um país moderníssimo.

Conteúdo - I Grande Guerra: Prisioneiros do Passado


Passaram fome, viveram entre ratos e baratas. Os prisioneiros portugueses da I Grande Guerra tiveram um vida difícil nos campos alemães. Em Portugal as famílias também passavam dificuldades, pois muitas vezes não sabiam qual o destino dos filhos, irmãos ou maridos, e acreditavam que estes tinham morrido em combate quando, de facto, tinham sido capturados.
Dos 50 mil portugueses mandados para as trincheiras da frente ocidental, na I Grande Guerra, milhares perderam a vida e muitos mais foram feitos prisioneiros.

Só na Batalha de La Lys, em abril de 1918, mais de 6500 portugueses foram capturados e levados para campos de concentração na Alemanha. Não há muita informação sobre o que passaram esses militares e foi isso que chamou a atenção de Maria José Oliveira, autora do livro “Prisioneiros Portugueses da Primeira Guerra Mundial – Frente Europeia – 1917/1918”.

Também ajudou a despertar a curiosidade a sua experiência familiar, pois o avô chegou a ser declarado morto e a família realizou mesmo um funeral sem cadáver. Em 1919 este regressaria depois de ter estado num campo de prisioneiros sem que o seu nomes alguma vez aparecesse nas listas.

Conteúdo - Adesão à União Europeia: o que devem os países fazer


A União Europeia começou por ser um grupo de seis países. Bélgica, França, República Federal Alemã, Itália, Luxemburgo e Holanda, assinaram em 1957 o Tratado de Roma, fundador da CEE. Mas nestes 60 anos passados, muitos outros Estados do velho Continente conseguiram entrar no "clube de Bruxelas". A UE tem agora 28 membros e há mais em lista de espera. Porque o processo é longo e complexo, como aqui fica explicado.
Todos os países da Europa podem ter a ambição de pertencer à grande família europeia e apresentar um pedido formal de adesão ao Conselho Europeu. Porém, só os que respeitam e promovem valores comuns ao espaço comunitário, como a liberdade, a democracia e os direitos humanos, têm luz verde de Bruxelas para passar à fase dois, a fase em que são considerados países-candidatos. Cumpridos os critérios de Copenhaga, estabelecidos em 1993, as negociações com vista à integração são depois encetadas.

Quase sempre os países têm de fazer grandes esforços para responder às exigências dos dirigentes da União. O processo é complexo e pode demorar anos, como foi o caso da Croácia. A antiga república jugoslava, dilacerada pela guerra dos Balcãs nos anos noventa, esperou uma década até completar todas as formalidades para se tornar membro pleno das instituições europeias. Só em 2013, após estabilizar a situação política em fronteiras terrestres, sanar divergências étnicos e garantir a extradição de alegados criminosos de guerra para o Tribunal Penal Internacional, a Croácia tornou-se o vigésimo oitavo Estado- Membro da União Europeia. Neste momento decorrem negociações de adesão com a Sérvia, Montenegro e Turquia.

O alargamento da organização que nasceu em Roma a 25 de março de 1957 está sintetizado nesta reportagem e aprofundado no sítio oficial da União Europeia.

Conteúdo - A Escola de Aviação de Vila Nova da Rainha


No início do século XX, o desejo de dotar Portugal de asas levou à publicação do decreto que criou a escola de aviação militar em 1912. Esta levaria alguns anos a sair do papel, mas a quase totalidade dos nossos pilotos pioneiros passou por lá.
Em Portugal a primeira demonstração de voo com um aeroplano teve lugar no antigo ‘Hipódromo de Belém’, a 27 de outubro de 1909, pelo piloto francês Armand Zipfel, que pilotou um aeroplano “Voisin Antoinette” de 40 CV”. A experiência “não foi das mais felizes”, devido ao vento e o piloto quase perdeu a vida quando o aparelho acabou em cima de uma casa.

Entre 14 e 22 de Novembro de 1909, em Linda-a-Pastora, nos arredores de Lisboa tiveram lugar os primeiros voos sem motor com portugueses aos comandos.  Artur de Morais, Raúl Marques Caldeira, Alberto Cortez e Cisneiros de Faria – alunos do Instituto Industrial, – e Ezequiel Garcia – jornalista – utilizaram dois planadores tipo «Charute» para ralizar 25 experiências de voo.

N0 mesmo ano Abeillard Gomes da Silva, construiu em Paris um avião designado «Gomes da Silva I», com o qual fez várias tentativas de levantar voos no aeródromo de Issy les Moulineaus, sem obter êxito.

Em 1909 surge o Aero-Club de Portugal e a 11 de dezembro tira brevet o primeiro piloto português civil: Óscar Blank.

A revolução republicana de 1910 não teve impacto nos sonhos de elevar Portugal acima do solo.

Pelo contrário Gomes da Silva obteve o necessário apoio do Governo para a construção do seu «Gomes da Silva II», e para o efeito instalou-se em Tancos, na escola Prática de Engenharia. As experiências de voo começaram em 14 de Março de 1910, de forma acidentada, levando-o eventualmente a desistir da ideia.

O primeiro voo de um aeroplano a motor em Portugal aconteceu a 27 de Abril de 1910. Aos comandos estava o francês Julien Mamet, que descolou o seu aeroplano «Blèriot» do aeródromo de Belém, em Lisboa, efetuando um largo círculo a 50 metros de altura sobre a Casa Pia passando pelo Tejo, regressando ao ponto de partida, onde recebeu uma ruidosa ovação do público presente.

O ano de 1912 foi pleno de novidades e a 24 de Junho, numa sessão da Câmara de Deputados, surgiu um Projeto de Lei visando a criação da Aviação Militar. Em agosto, chegou o primeiro aeroplano a Portugal, comprado pel’ O Comércio do Porto.

O biplano “Farman-Maurice”, foi adquirido e escolhido por Cisneiros de Faria. Estava equipado com um motor Renault de 70 CV e podia transportar carga útil até 300 quilos. Fazia ligações entre Porto e Lisboa, com os pilotos Leopold Trescartes, Paulham e Roland Garros.

Assistiram mais de 60.000 pessoas ao primeiro voo no campo do Castelo do Queijo. O aeroplano fez evoluções sobre a cidade do Porto, Foz e Matosinhos, chegando a elevar-se a 300 metros de altura. O aparelho foi depois transportado para Lisboa onde, a 27 de setembro de 1912, realizou igualmente um voo de demonstração no Hipódromo de Belém.

Dias antes, a 10 do mesmo mês, Alberto Sanches de Castro, aos comandos de um “Voisin Antoinette”, tinha-se tornado o primeiro piloto aviador português a voar céus nacionais sobre o Mouchão da Póvoa de Santa Iria.

A 28 de setembro, após a exibição do “Farman-Maurice” de Cisneros, chegou a Lisboa um monoplano “Deperdussin” tipo B, oferecido ao Governo português pelo coronel brasileiro Albino da Costa, originário de Sever do Vouga. A 8 de outubro, desembarcava também na capital o biplano “Avro 500”, designado “República”, adquirido em Inglaterra através de uma subscrição do Partido Republicano.

Destinado ao exército, podia ler-se na revista Ilustração Portuguesa, que o aparelho “se tem elevado com êxito do aeródromo de Belém e pairado sobre a cidade”. Pilotado pelo inglês Copland Perry, acabou por ter uma avaria num desses voos amarando no Tejo.

O resto do ano será profícuo em iniciativas. A partir de 11 de Outubro, no Porto, num hipódromo situado na rua Oliveira Monteiro, iniciaram-se uma série de voos num aparelho «Borel».

A 7 de Novembro de 1912, José Nunes da Mata, da Escola Naval, foi autorizado pelo Ministério da Guerra a dirigir a construção do seu invento nas oficinas do Estado, mais um sonhador que viu a sua ideia redundar num fracasso. No dia seguinte iniciaram-se as primeiras experiências de voo com um aparelho «Voisin», adquirido pelo jornal «o Século», e que tinha sido montado na Escola de Torpedos de Paço de Arcos, em Lisboa. Entre 8 e 9 de Novembro este aparelho voou controlado pelo piloto francês Morel, mas no segundo dia sofreu um espetacular acidente, que o danificou.

1912 fecha em Dezembro com a entrega no Ministério da Guerra, do relatório da comissão encarregue de proceder ao estudo da organização da Aeronáutica Militar. Foi ainda apresentado o relatório da comissão encarregada do estudo da organização da aviação em Portugal.

Em 26 de janeiro de 1913 avistou-se o primeiro avião a cruzar os céus da Amadora. O francês Alexandre Théophile Sallés parte do hipódromo de Belém e aterra nos terrenos do Casal do Borel, partindo parte considerável do aeroplano, bem como o hélice, na aterragem, perante uma considerável multidão. O avião teria reparação.

O Governo decidiu ainda criar o Serviço de Aeronáutica Militar e a primeira escola de aviação militar, em Vila Nova da Rainha, projeto que seria inaugurado a 1 de setembro de 1916, sob severas críticas. A Capital, de 16 de maio de 1916, trazia um extenso artigo que denegria a forma como o aeródromo estava a ser organizado, sem consultas do ponto de vista técnico aos “pensionistas que foram tirar os seus brevets às escolas de Inglaterra, França e Estados Unidos”. O mesmo jornal apontava depois os custos que uma esquadrilha operacional comportava ao erário público.

Ao Governo português, apesar do estado deplorável das finanças e de necessitar empréstimos para participar na guerra, estas considerações pareciam não incomodar.

A Aeronáutica Militar viria a ser criada em 14 de Maio de 1914 com o primeiro concurso para dez pilotos ocorrido em 14 de Agosto de 1915.

Em fevereiro de 1916 o Ministério da Guerra solicita à Grã-Bretanha ajuda na formação dos pilotos. Foram enviados para as escolas de aviação civil de Hendon e militar de Northolt os tenentes António Sousa Maya e Óscar Monteiro Torres, além do alferes Alberto Lello. Em junho de 1916 os três obtiveram os seus brevets.

A intenção do Governo era formar na Escola de Aviação Militar um corpo aéreo militar do CEP – Corpo Expedicionário Português e os alunos chegavam de diversas armas. De cavalaria, o capitão Alberto Cifka Duarte, os tenentes António Sousa Maya, Francisco da Cunha Aragão, Óscar Monteiro Torres, Alberto Lello Portela, e o alferes João Salgueiro Valente.

De Artilharia, o capitão Norberto Ferreira Guimarães, de Infantaria o tenente José Barbosa Santos Leite e o alferes Carlos Esteves Beja.

Para atrair voluntários para o curso, o Capitão Norberto Guimarães, efetuou em Março de 1917, um voo de propaganda aeronáutica com escalas em várias cidades conseguindo a adesão de muitos oficiais das unidades visitadas, formando um grupo inicial que deu início ao primeiro curso de pilotagem militar na Escola de Pilotagem de Vila Nova da Rainha. Dali saíram pilotos como Sarmento de Beires ou Pinheiro Correia, que protagonizaram nos anos seguintes alguns dos feitos mais heróicos da história da Aviação Portuguesa.

Também por Vila Nova da Rainha passou Sacadura Cabral, que lá levou em 23 de fevereiro de 1917 o seu grande amigo e companheiro de África, Gago Coutinho, a ‘dar uma voltinha’.

O sonho de criar um corpo aéreo do CEP, no entanto, nunca levantou voo. Os ingleses não atenderam os sucessivos pedidos de equipamento colocados pelo Governo português e os franceses também mostraram não ter possibilidade de se substituírem aos ingleses, o que colocou um ponto final ao projeto de criar uma esquadrilha portuguesa na Flandres.

O Capitão Norberto Guimarães, nomeado para formar e comandar o Serviço de Aviação do CEP, não desistiu e graças às boas relações com o Estado-Maior Francês, conseguiu uma vitória, com pilotos portugueses a serem colocados em escolas de aviação francesas e, posteriormente, em esquadrilhas de caça ou de bombardeamento francesas.

Apesar do Governo ter ordenado a dissolução do Serviço de avião do CEP, em Março de 1918, os pilotos portugueses desafiaram as ordens de regressar a Portugal e continuaram a combater em França até ao fim da guerra.