Biografia - Dom Luís de Meneses, 3ºconde da Ericeira

General na Guerra da Restauração, autor da História de Portugal Restaurado e introdutor das manufacturas em Portugal. 

Nasceu em Lisboa em 22 de Julho de 1632; 
suicidou-se em 26 de Maio de 1690.

Irmão do 2.º conde da Ericeira, com a Restauração entrou ao serviço do Príncipe D. Teodósio, o filho mais velho de D. João IV. Em 1650 começou a sua carreira militar sob o comando de D. João da Costa, 1.º conde de Soure em 1652, nomeado nesse ano para o comando do exército do Alentejo. 

Serviu no Alentejo até ao fim da guerra, participando nas batalhas das Linhas de Elvas, Ameixial e Montes Claros, entre outras, com o posto de general da Artilharia. Com o fim da guerra, foi nomeado governador das armas de Trás-os-Montes, em 1673. Em 1675 regressou a Lisboa sendo escolhido para deputado da Junta dos Três Estados, o conselho régio que administrava o exército. Na mesma altura, foi também nomeado Vedor da Fazenda.

Nesses lugares, apoiou as ideias mercantilistas introduzidas por Duarte Ribeiro de Macedo e desenvolveu uma política de apoio às manufacturas, tentando estancar a importação tanto de produtos de luxo como de primeira necessidade, tentando obviar assim a diminuição das exportações. Assim, a política manufactureira tinha como objectivo apoiar a produção de produtos de substituição das importações, sendo apoiadas por medidas legislativas anti-sumptuárias e de obrigação de utilização de panos nacionais, como foi o caso da pragmática de 1677. Foram assim fundadas as manufacturas de tecidos do Fundão, Covilhã e Portalegre. Apoiou também a produção de seda, com a plantação de amoreiras e apoio à produção dos bichos-da-seda. 

Escreveu a História de Portugal Restaurado, onde defendeu, na Introdução, a legitimidade da nova dinastia de Bragança, devido a que a infanta D. Catarina, filha do infante D. Duarte e neta de D. Manuel I, duquesa de Bragança pelo casamento, tinha sido ilegalmente afastada da sucessão por Filipe II de Espanha.

Apoiou claramente D. Pedro II e a aristocracia na crise com D. Afonso VI.

Suicidou-se atirando-se de uma janela do seu palácio em Lisboa.

Fonte:
Joel Serrão (dir.), Dicionário de História de Portugal, vol. ..., págs. 26-28

Informação retirada daqui
0