domingo, 29 de outubro de 2017

Biografia de Leclerc, Victor-Emmanuel

n: 17 de Março de 1772, Pontoise (França)
m: 2 de Novembro de 1802 em Cap-Français (Haiti)

Tendo-se alistado no exército em 1791, é eleito tenente pelos voluntários do departamento de Seine-et-Oise, e nomeado chefe do Estado-maior do Exército enviado contra Toulon, ocupada pelos espanhóis e britânicos.
Enviado para Marselha em 1795 para restabelecer a ordem, participa na Campanha de Itália sob o comando de Napoleão Bonaparte, a partir de 1796, tendo-se distinguido nas batalhas  de Lonato, Roveredo e Rivoli. Regressa a França para anunciar ao governo os preliminares da paz de Leoben. Tendo-se tornado amigo de Bonaparte, casou com a irmã mais nova deste - Pauline - em 14 de Junho de 1797.

Fez parte da expedição ao Egipto, comandando a brigada de cavalaria ligeira do exército, sendo promovido a general de divisão em Agosto de 1799. Regressa com o comandante-em-chefe do Exército a França tomando parte activa no Golpe de Estado de 18 de Brumário que coloca o cunhado no poder.

Homem de confiança do Primeiro Consul françês exerce comandos cada vez mais importantes.  Em 1800, é colocado no Exército da Alemanha para vigiar o seu comandante-chefe, o general Moreau, tomando a fortaleza de Landshut. Mais tarde é-lhe dado o comando do corpo expedicionário que deve apoiar o Exército espanhol na sua campanha contra Portugal, mas a conclusão rápida da campanha impede-o de intervir.

Em 24 de Outubro de 1801, após a assinatura da paz de Amiens, é colocado à frente da expedição enviada a São Domingos, com o título de Capitão General, para restabelecer a soberania francesa na ilha. Tendo chegado ao Haiti em Fevereiro de 1802, consegue pacificar a ilha, vencendo as forças militares compostas por negros rebeldes, e prendendo Toussaint-Louverture o seu comandante. O anúncio do restabelecimento da escravatura na Ilha de Guadalupe reaviva a rebelião, que as tropas francesas vindas da Europa, dizimadas pela febre amarela, têm dificuldade em por cobro. 

O general Leclerc atacado pela febre amarela acaba por morrer em finais de 1802.



Fonte:
Jean Tulard e outros,
Histoire et Dictionnaire du Consulat et de l'Empire, 
Paris, Laffont, 1995.
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