quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

História - Powerpoint sobre a 2ªGuerra Mundial


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segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

História e Geografia de Portugal - 6ºAno - Ficha de Avaliação


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sábado, 12 de dezembro de 2015

História e Geografia de Portugal - Powerpoint sobre o 25 de Abril


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quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

História - Powerpoint sobre Pedro Alves Cabral


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domingo, 6 de dezembro de 2015

História e Geografia de Portugal - Texto de Apoio


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quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

História - Vídeo - Álvaro Cunhal e Mário Soares

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

História - Vídeo - 25 de Abril - A Ignorância em entrevista

domingo, 29 de novembro de 2015

História - Vídeo - Revolução de 25 de Abril de 1974

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

História - Vídeo - Aula de Regimes Totalitários

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

História - Vídeo - O Início da Guerra do Ultramar

sábado, 21 de novembro de 2015

História - Vídeo - 1ª República

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

História - Vídeo - Primeira República revisited

domingo, 15 de novembro de 2015

História - Powerpoint sobre a Segunda Guerra Mundial


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sexta-feira, 13 de novembro de 2015

História - A História, a Codicologia e os Reclames


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quarta-feira, 11 de novembro de 2015

História - Trabalho sobre o Tempo das Reformas Religiosas


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segunda-feira, 9 de novembro de 2015

História - A História do Livro


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terça-feira, 13 de outubro de 2015

História - Vídeo - A Coroa Portuguesa no Brasil

domingo, 11 de outubro de 2015

História - Vídeo - Revolução Liberal Portuguesa de 1820

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

História - Vídeo - Conquista de Ceuta

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

História - Vídeo - Artilharia Portuguesa do Séc. XV

sábado, 3 de outubro de 2015

História - Vídeo - Descoberta do Caminho Marítimo para a India - 1498

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

História - Vídeo - Descoberta do Brasil 1500

terça-feira, 29 de setembro de 2015

História - Vídeo - Tratado de Tordesilhas

domingo, 27 de setembro de 2015

História - Vídeo - A História da descoberta do Brasil

sábado, 19 de setembro de 2015

História - Vídeo - Guerra Colonial (Operação VIRIATO - Nanbuangongo)

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

História - Vídeo - Portugal e Escravatura em 1950 (Salazarismo)

domingo, 6 de setembro de 2015

História - Biografia de D.Miguel


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sexta-feira, 4 de setembro de 2015

História - A Demografia no Antigo Regime


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quarta-feira, 2 de setembro de 2015

História - O Período Pré-revolucionário


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segunda-feira, 31 de agosto de 2015

História - Ficha de Avaliação Diagnóstica


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segunda-feira, 24 de agosto de 2015

História - Resumo sobre a 1ª Guerra Mundial (1914-1918)


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sábado, 22 de agosto de 2015

História - A Crise das Democracias após a 1ª Guerra Mundial


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quinta-feira, 20 de agosto de 2015

História - Powerpoint - Arte Barroca e Arquitectura


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terça-feira, 18 de agosto de 2015

História - Powerpoint - O Tempo e a História


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sábado, 15 de agosto de 2015

História - Vídeo - Grandes Portugueses - D. João II

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

História - Vídeo - Carlota Joaquina - Princesa do Brasil

terça-feira, 11 de agosto de 2015

História - Vídeo - A História da Educação no Brasil

domingo, 9 de agosto de 2015

História - Vídeo - A Coroa Portuguesa no Brasil

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

História - Vídeo - Expansões Marítimas

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

História - Vídeo - Expansão Maritima

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

História - Vídeo - Inês de Castro - História que a História arquitectou

sábado, 1 de agosto de 2015

História - Vídeo - Grandes Portugueses - D. João II

terça-feira, 28 de julho de 2015

História - Vídeo - Carlota Joaquina - Princesa do Brasil

sexta-feira, 24 de julho de 2015

História - Vídeo - Os Duques Bragança, Reis de Portugal

quarta-feira, 22 de julho de 2015

História - Vídeo - D. Manuel II

segunda-feira, 20 de julho de 2015

História - Vídeo - Rainha D.Amélia

sábado, 18 de julho de 2015

História - Vídeo - Rei D.Carlos I

quarta-feira, 15 de julho de 2015

História - Vídeo - Inês de Castro - História que a História arquitectou

segunda-feira, 13 de julho de 2015

História - Vídeo - O coração de D. Pedro I, do Brasil, IV de Portugal

sábado, 11 de julho de 2015

História - Vídeo - Álvaro Cunhal e Mário Soares

quinta-feira, 9 de julho de 2015

História - Vídeo - Grandes Portugueses - D.João II

terça-feira, 7 de julho de 2015

História - Vídeo - Os Grandes Portugueses

domingo, 5 de julho de 2015

História - Vídeo - D.João II - Rei de Portugal

sexta-feira, 3 de julho de 2015

História - Vídeo - Dom Dinis, o rei lavrador

terça-feira, 30 de junho de 2015

sábado, 27 de junho de 2015

História - Vídeo - Fundação de Portugal

domingo, 21 de junho de 2015

História - Vídeo - Lisboa debaixo de terra - O Teatro Romano

sexta-feira, 19 de junho de 2015

História - Vídeo - A Romanização

quarta-feira, 17 de junho de 2015

História - Vídeo - Invasões Germânicas

segunda-feira, 15 de junho de 2015

História - Vídeo - Romanização da Península Ibérica

quinta-feira, 11 de junho de 2015

História - Vídeo - China Antiga & Atual

terça-feira, 9 de junho de 2015

História - Vídeo - Historia da Grecia Antiga

domingo, 7 de junho de 2015

História - Vídeo - Arte Românica

sexta-feira, 5 de junho de 2015

História - Vídeo - Egipto antigo

quarta-feira, 3 de junho de 2015

História - Vídeo - Babilónia, a Grande

segunda-feira, 1 de junho de 2015

História - Vídeo - Civilização Asteca

domingo, 31 de maio de 2015

História - Vídeo - Civilização Assíria

sexta-feira, 29 de maio de 2015

História - Vídeo - Hieróglifos Egípcios

quarta-feira, 27 de maio de 2015

História - Vídeo - Civilização Inca

segunda-feira, 25 de maio de 2015

História - Vídeo - Construindo um Império - Os Maias

sábado, 23 de maio de 2015

História - Vídeo - Egito Antigo

quinta-feira, 21 de maio de 2015

História - Vídeo - A Romanização

terça-feira, 19 de maio de 2015

História - Vídeo - Lisboa debaixo de terra - O Teatro Romano

sexta-feira, 15 de maio de 2015

História - Vídeo - Arte Românica

sábado, 9 de maio de 2015

História - A gravura pré-histórica mais antiga da América está em Belo Horizonte

Arqueólogos brasileiros descobriram a gravura mais antiga do novo mundo: um corpo antropomórfico esguio, com uma idade compreendida entre os 9500 e 10.400 anos. A figura terá sido feita por grupos de caçadores recolectores que viviam na região e poderá ser uma manifestação simbólica ligada à fertilidade. O estudo foi publicado nesta quarta-feira na revista Public Library of Science.

“Há pinturas tão antigas como esta gravura, mas esta deve ser das representações artísticas mais antigas do continente”, disse Walter Neves, da Universidade de São Paulo, no Brasil. Ao contrário das pinturas, que têm pigmentos orgânicos facilmente datáveis, as gravuras esculpidas na pedra são muito mais difíceis de datar. Mas a equipa do arqueólogo teve sorte com o achado.

“Descobrimos no fundo de um sítio arqueológico que escavámos há nove anos na Lapa do Santo”, disse o arqueólogo ao PÚBLICO. O local fica a 60 quilómetros a Norte da cidade de Belo Horizonte, em Minas Gerais, no Brasil e é um importante ponto arqueológico na América do Sul. A figura está a quatro metros de profundidade e foi descoberta em 2009, no final de uma escavação arqueológica que se iniciou em 2002.

“No caso da pintura rupestre você pode datar os pigmentos da pintura, no caso do petroglífo, que foi esculpido na pedra, não tem matéria orgânica para datar”, disse o cientista. Mas acima da gravura, existiam os restos arqueológicos de uma fogueira que datam de há 9500 anos. Como o local está ocupado desde há 10.400 anos, “a gravura tem entre 9500 e 10.400 anos”.

O desenho foi feito por caçadores recolectores (grupos nómadas). Seriam grupos pequenos de 25 a 30 pessoas que tinham uma capacidade grande para se movimentarem pela região para conseguir caçar e recolher alimentos.

“Na América do Norte especializaram-se em caçar a megafauna já extinta, como mamutes, bisontes ou o cavalo pré-histórico. Na América do Sul estes grupos caçavam a fauna que existe hoje e tem um porte médio”, disse o especialista, acrescentando desconhecer-se a razão desta opção, já que também existiam ali os grandes mamíferos que serviam de alimento para os grupos da América do Norte.

Quanto à pintura, Walter Neves defende que é “uma manifestação simbólica ligada à questão da fertilidade”. O desenho representa “um antropomorfo, filiforme, com uma cabeça em forma de C, os braços e as pernas terminam em três dígitos, e tem um falo grande e erecto”.

Não é a primeira vez que se descobre este tipo de iconografia. Noutras regiões da América, conhecem-se figuras semelhantes que representam mulheres grávidas e cenas de parto. Provavelmente “esta é uma figura que deve fazer parte de um painel maior”. Entretanto, em 2011, a equipa voltou ao sítio arqueológico para tentar descobrir outras figuras.

Segundo Walter Neves, esta descoberta também põe em perspectiva a colonização da América feita pelo Homo sapiens vindo da Sibéria. A nível arqueológico, a chegada ao continente está intimamente ligada aos achados da cultura Clovis: sítios arqueológicos em diversos locais da América do Norte onde se encontraram vestígios de pontas para a caça.

“Nós estamos mostrando que no final do pleistoceno já havia uma grande diversidade de pensamento simbólico na América do Sul. Essa grande diversidade seria impossível de surgir em pouco tempo, e isso sugere que o homem deve ter entrado na América há mais de 11.200 anos, que é a datação para a cultura Clovis”, explicou o cientista. “Eu diria que a questão mais importante [da arqueologia americana] é conseguir sítios arqueológicos com datações pré-Clovis.”

quinta-feira, 7 de maio de 2015

História - A serra dos mortos - Megalitismo na Aboboreira

As grandes pedras que serviram para honrar os defuntos no passado remoto permitem-nos hoje conhecer melhor o homem pré-histórico. O Campo Arqueológico da Serra da Aboboreira é uma das maiores necrópoles megalíticas do país e fala-nos sobre a sociedade dos seus construtores.

Perdida entre as vertentes agrestes do Marão e os vales dos rios Tâmega e Douro encontra-se a serra da Aboboreira. Com as suas modestas dimensões, que não vão além de 15 quilómetros de extensão, cerca de 7 km de largura e apenas 971 metros de altitude, está longe de rivalizar com as grandes serras que caracterizam o relevo montanhoso do Norte de Portugal.

Não se destacando pelo tamanho ou tão pouco pela sua riqueza e diversidade naturais, que são todavia dignas de registo, este acanhado terreno acidentado, perdido nos confins do distrito do Porto, ganhou notoriedade pelo seu magnífico património arqueológico: uma extensa necrópole megalítica, das maiores que se conhecem em Portugal. São mais de quarenta túmulos (onde se incluem mamoas, antas e dólmenes), identificados, intervencionados e estudados desde 1978.

O Campo Arqueológico da Serra da Aboboreira (CASA), projecto de investigação, divulgação e valorização do património arqueológico, herdou o seu nome do maciço granítico onde se iniciaram os trabalhos de prospecção, mas, na verdade, estende-se actualmente por uma vasta área que extravasa os limites físicos da Aboboreira e se espalha pelas cumeadas da região até à contígua serra do Castelo. Este, que é um dos mais interessantes arqueosítios portugueses e peninsulares, possui uma invejável colecção de monumentos megalíticos funerários de diferentes épocas, desde o Neolítico (cerca de 4500 a.C.) até à Idade do Bronze (por volta de 1900 a.C.).

De modo a assegurar a adequada compreen­são dos diferentes tipos de monumentos funerários e a sua evolução ao longo dos tempos, o Núcleo de Arqueologia do Museu Municipal de Baião expõe algum do espólio recolhido nas inúmeras campanhas de escavação arqueo­lógica e exibe uma maqueta didáctica, onde 120 figurinhas humanas ilustram as diferentes fases de construção de uma anta (câmara funerária delimitada por uma série de grandes pedras fincadas verticalmente no solo e coberta por uma laje que serve de tampa) e da respectiva mamoa (montículo artificial de terra e/ou pedras que oculta a anta). Uma vez que as mamoas formam geralmente pequenas elevações com a sugestiva forma de mamilo, são também conhecidas popularmente como “mamoelas”, “mamoinhas”, “mamelas”, “mamorras” e “maminhas”.

Construtores habilidosos

Percorrendo a maqueta, os visitantes menos letrados em investigação arqueológica e nos assuntos da pré-história podem inteirar-se das técnicas usadas pelo homem da Idade da Pedra. Torna-se assim mais fácil perceber como foi possível que apenas com a força humana se conseguisse fazer a extracção, o talhe e o transporte de descomunais blocos graníticos, alguns com várias toneladas, utilizados na construção dos megálitos (assim denominados por serem construções com pedras de grandes dimensões).

Acredita-se que as chãs planálticas (amplas superfícies aplanadas) da serra da Aboboreira, actualmente inóspitas e despidas de gente, tenham servido de lar, nos tempos pré-históricos, a um número médio de 140 habitantes por geração. A estimativa, da autoria da arqueó­lo­ga Carla Stockler, resultou da aplicação de fórmulas que permitiram calcular a quantidade de indivíduos implicados na construção de cada um dos quarenta monumentos megalíticos disseminados pela região ao longo de sucessivas gerações. Os seus cálculos apontam para que tenham vivido nesta área geográfica, durante dois milénios, aproximadamente 11.200 indivíduos. Durante esse período, a que terão correspondido cerca de oitenta gerações, construiu-se aqui, a um ritmo impressionante de um monumento por cada duas gerações, uma das maiores e mais importantes necrópoles megalíticas do país.

Todavia, o número de pessoas envolvidas em tais construções tumulares ainda está longe de ser consensual entre os especialistas, que baseiam os seus cálculos e as suas inferências em diferentes índices. A título de exemplo, refira-se, relativamente ao número mínimo de horas de trabalho necessárias para a edificação de um tumulus (designação que corresponde à mamoa), que alguns investigadores usam o índice de 0,3 metros cúbicos de construção por homem e por hora, enquanto outros sugerem 1,67 m3, o que implica forçosamente discrepâncias acentuadas entre os diversos arqueólogos.

Nos megálitos de maiores dimensões, acredita-se que terá sido necessário um esforço coordenado e simultâneo de muitas dezenas de pessoas para transportar e erguer os enormes blocos graníticos que lhes dão forma. No entanto, os arqueólogos também não se entendem no que se refere às pessoas necessárias para deslocar as grandes pedras erguidas em honra dos mortos. Neste caso, as diferenças de opinião parecem advir das técnicas distintas que poderão ter sido usadas pelos edificadores dos monumentos, o que obviamente tem implicações na avaliação do esforço construtivo.

Desde logo, podem antever-se três cenários possíveis para o deslocamento das pedras gigantes: poderão ter sido arrastadas directamente sobre o solo, puxadas sobre “rolos” (troncos) de madeira ou transportadas através de alavancas. No arrasto sem “rolos”, estima-se que seriam necessários 16 homens por cada tonelada de pedra. Se o transporte se fizesse sobre rolos de madeira, esse valor já desceria para apenas seis homens por tonelada. E, se fossem usadas alavancas, alguns estudos provaram que seria possível mover as grandes pedras com apenas duas pessoas por tonelada.

Não havendo certezas absolutas sobre as técnicas usadas na construção dos vários monumentos, vale a pena confrontar os estudos do arqueólogo Vítor Oliveira Jorge (pioneiro na arqueologia social dos sepulcros da serra da Aboboreira), onde as alavancas não foram consideradas, com os do arqueólogo Joel Cleto, do CASA, defensor do uso de alavancas pelos construtores de alguns daqueles megálitos. Considerando o transporte de um esteio (bloco granítico que serve para escorar a enorme pedra de cobertura de uma anta) com 6,24 toneladas, pertencente ao monumento Outeiro de Ante 1, verifica-se que teriam sido necessários cem homens para o arrastar sem rolos de madeira, 36 com o auxílio de “rolos” e apenas 13 se fossem usadas alavancas. Assim, Oliveira Jorge estimou que aos cem homens adultos necessários para o arrastamento do esteio corresponderia uma população global de 450 pessoas, e aos 36 adultos que usavam os “rolos” uma população de 162 indivíduos. Joel Cleto, por seu lado, considera que 56 habitantes seriam suficientes para obter 13 construtores com perícia suficiente para usar as alavancas.

Muito provavelmente, nunca saberemos com absoluta certeza qual a técnica de construção que foi utilizada, havendo até uma grande probabilidade de que tenham sido usadas várias em simultâneo. Contudo, não deixa de ser curiosa a possibilidade de terem sido usadas alavancas. A ser assim, muito antes de Arquimedes (287–212 a.C.) ter enunciado o princípio da alavanca (através da famosa expressão que lhe é atribuída: “dai-me uma alavanca e um ponto de apoio adequado e eu moverei a Terra”), já o homem pré-histórico, sem o saber, aplicava o seu postulado. Afinal, “a habilidade e a inteligência, mais do que a força por si só, terão sido factores fundamentais para mover grandes pesos”, considera Joel Cleto.

O passado remoto “antes da História”, do qual nos chegam apenas alguns indícios soltos que frequentemente não passam de arabescos, continua ofuscado pelo nevoeiro do tempo, apesar dos avanços tecnológicos a que temos assistido nas últimas décadas. No entanto, divergências à parte, todos os arqueólogos partilham a mesma certeza de que estes estudos são muito importantes porque contribuem para uma aproximação hipotética à demografia e à sociedade dos construtores dos megálitos.

Ocupação pré-histórica

É quase certo que nessas épocas remotas o clima era mais ameno e que as chãs da Aboboreira, localizadas a cerca de mil metros de altitude, tivessem condições propícias ao maneio agrícola (considerado um aspecto crucial para a coesão social e para a entreajuda na construção dos megálitos funerários), à exploração dos recursos cinegéticos e à pastorícia. Só assim se compreende a ocupação pré-histórica da serra, cujos primeiros indícios datam de há aproximadamente 7000 anos.

Alguns estudos de paleobotânica (análise de carvões vegetais, frutos, sementes, grãos e pólen) permitiram ainda confirmar que a melhoria climática que se verificou com o fim da última glaciação, há cerca de dez mil anos, poderá ter contribuindo para uma crescente arborização das partes mais altas da serra. Assim, espécies que na actualidade se encontram acantonadas abaixo dos 700 metros (carvalho alvarinho, castanheiro, vidoeiro e aveleira, entre outras) seriam aí relativamente abundantes, fornecendo alimento e lenha e contribuindo para enriquecer a biodiversidade local.

Os vestígios habitacionais das populações que começaram a fixar-se na Aboboreira por volta do quinto milénio a.C. são muito escassos, deixando adivinhar povoados limitados, sem preocupações de defesa, instalados em terrenos húmidos e, a avaliar pelas numerosas partículas de carvão vegetal encontradas sob o solo de algumas mamoas, que utilizariam o fogo para possivelmente abrir clareiras na densa floresta. Embora pouco se saiba do modo como viveram esses povos primitivos, conhece-se relativamente bem a forma como adoraram os seus mortos. Geração após geração, os monumentos funerários foram-se amontoando, tendo sempre como referência as construções megalíticas que os precederam. A proximidade entre as sucessivas inumações parece denotar um grande significado simbólico e ritual atri­buí­do a alguns lugares.

Arquitectura funerária

Por volta do quinto milénio, começaram a construir monumentos sepulcrais de câmaras pequenas e cobertas por montículos de terra (mamoas) de reduzidas dimensões: inferiores a um metro de altura e com menos de dez metros de diâmetro. No decurso do quarto milénio, as tumbas atingiram uma maior monumentalização e destaque na paisagem, com dimensões que ascendiam a 1,5 m de altura e a mais de 15 m de diâmetro. Neste período áureo do megalitismo na serra da Aboboreira, em que foram erguidos os grandes dólmenes, como Chã de Parada (monumento nacional) e Chã do Outeiro de Ante, os sepulcros tornaram-se verdadeiramente colectivos, deixando antever um maior número de indivíduos enterrados e permitindo um enterramento e um ritual mais prolongado no tempo. Os despojos encontrados nesses dólmenes são relativamente escassos e pobres, resumindo-se a micrólitos geométricos, pontas de seta de base triangular e com aletas, de sílex e quartzo hialino, lâminas e lamelas, contas de colar em xisto e variscite e raros fragmentos de vasos lisos. Os objectos votivos, construídos com intentos exclusivamente funerários, resumem-se a enxós, seixos rolados e machados.

Na Idade do Bronze, ter-se-ão reutilizado os antigos sepulcros e ter-se-á edificado, por volta de 2400 a.C., a mamoa de Chã de Carvalhal. Esta correspondeu a uma viragem no ritual funerário, que passou a fazer-se de modo individual. O defunto fazia-se acompanhar de armas em cobre (punhais e pontas de lança de tipo Palmela) e vasos cerâmicos. Seguindo esta tipologia de construção, contrária à visibilidade e monumentalidade que caracterizaram as mamoas megalíticas de épocas anteriores, regista-se ainda, mais recentemente (cerca de 1400 a.C.), a edificação do monumento de Outeiro de Gregos.

No limiar da Idade do Bronze, assiste-se a uma hierarquização e uma diferenciação social, que se evidencia nas próprias tumulações. Como lembra a arqueóloga Carla Stockler, “a partir de agora, são introduzidos no espólio funerário produtos de prestígio, como a cerâmica campaniforme e as armas metálicas, objectos mais individualizadores de uma primeira elite, cuja importância era publicamente manifesta pela posse e uso destes produtos, difíceis de obter ou dispendiosos”.

Janelas para o passado

Aquilo que para o homem comum não passa de um monte de pedras, apelidadas usualmente de antas, dólmenes ou antelas, mas que o folclore nacional também conhece como “arcas”, “arquinhas”, “palas”, “orcas”, “mamoas”, “mamoncelos” ou “pedras dos mouros”, revela-se aos olhos experimentados dos arqueólogos como magníficas janelas para o passado. Se durante décadas esses blocos de pedra pouco ou nada trabalhadas apenas revelavam segredos sobre o culto dos mortos, desde há alguns anos que se têm mostrado igualmente úteis na compreensão do mundo dos vivos, nomeadamente da vida social pré-histórica.

Embora o dia-a-dia dessas sociedades primitivas fosse muito diferente do que acontece actualmente nas sociedades modernas do século XXI, é fascinante pensar que as pessoas (os construtores habilidosos dos monumentos megalíticos) eram anatomicamente iguais a nós. Se fosse possível pegar numa das suas crianças recém-nascidas e criá-la na nossa casa, ela seria indistinguível dos nossos filhos. Por incrível que pareça, falaria como nós, viveria agarrada ao telemóvel e à internet, usaria com mestria as novas tecnologias da informação e comunicação, viajaria de avião e sonharia ser médico, cientista ou futebolista. É que, no Neolítico, quando começaram a construir-se os monumentos megalíticos na Aboboreira, já o Homo sapiens sapiens tinha desenvolvido todas as características que nos fazem o que somos hoje. Os milénios que nos separam não acrescentaram nada de novo à nossa anatomia ou fisiologia, tendo servido apenas para consideráveis avanços culturais, tecnológicos e científicos.

No planalto da Aboboreira, as antas, os dólmenes e as mamoas confundem-se com o caos de blocos e com os afloramentos naturais da paisagem granítica. Não se sabe bem se terá sido esse cenário oferecido aos olhos contemplativos do homem primitivo que o inspirou a ritualizar a paisagem e a implantar aqui os seus monumentos funerários. Mas uma coisa é certa, as nossas raízes mais distantes parecem revelar-se em lugares mágicos como a Aboboreira, uma verdadeira serra dos mortos.

J.N.
SUPER 152 

terça-feira, 5 de maio de 2015

História - Ciência e Património - Cromeleque dos Almendres

Este conjunto de monólitos foi provavelmente construido entre o 5º e o 3º milénio AC. Contemporâneo dos monumentos funerários megalíticos, encontra-se no topo duma colina aberta a nascente, e chama a atenção não só pelo elevado número de monólitos mas sobretudo pela disposição simétrica destes em torno dum eixo que se desenvolve na direcção Este.

domingo, 3 de maio de 2015

História - 30 múmias descobertas no Egipto

Arqueólogos egípcios descobriram 30 múmias dentro de um túmulo faraónico com 4300 anos, na região do Saqqara, 20 quilómetros ao sul do Cairo, anunciou o responsável dos egiptólogos, Zahi Hawass.

As múmias foram encontradas a oeste da pirâmide de degraus do rei Djéser, a primeira da época faraónica, disse Hawass.

“A sala da sepultura data da época da VI dinastia do Antigo Império, que remonta a aproximadamente 4300 anos”, revelou Hawass, indicando que a descoberta foi feita a 11 metros de profundidade.

A maior parte das múmias repousam em cinco nichos escavados na sala, feitos de tijolos e onde se pode ler o nome de um sacerdote, precisou o egiptólogo.

Um dos dois pontos de acesso à sala é de um período mais recente, tendo sido escavado durante a XXVI dinastia, cerca de 640 d.C., segundo refere a equipa egípcia.

A câmara tem no total seis sarcófagos, dos quais dois, um em madeira e o outro esculpido em pedra, ainda não foram abertos, acrescentou Hawass. Os arqueólogos esperam abrir estes sarcófagos no final da semana.

De acordo com o arqueólogo Abdel Hakim Karar, não é comum encontrar câmaras intactas em necrópoles como a de Saqqara. Grande parte dos túmulos desta época foram saqueados por ladrões e caçadores de tesouros há muitos anos.

Saqqara é uma vasta necrópole na região da antiga Mênfis, onde se já encontraram inúmeros túmulos e as primeiras pirâmides faraónicas.

Agências

quarta-feira, 29 de abril de 2015

História - Vídeo sobre a Pré-história - Parte 2 - Revolução Neolítica

segunda-feira, 27 de abril de 2015

História - Vídeos sobre a Pré-História - Parte l (Período Paleolítico)

sábado, 25 de abril de 2015

História - Vídeo sobre o Neolitico

terça-feira, 14 de abril de 2015

História - Documentário - A Primeira Guerra Mundial - O Fim de uma Era


sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

História - Resumo sobre A Revolução Americana


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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

História - Resumo sobre O Encontro de Culturas


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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

História - Resumo sobre O Fim do Modelo Soviético


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sábado, 21 de fevereiro de 2015

História - Resumo sobre a Permanência de Focos de Tensão em Regiões Periféricas


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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

História - Resumo sobre o Modelo Ateniense


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terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

História - Resumo sobre Atenas


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domingo, 15 de fevereiro de 2015

História - Resumo sobre a População da Europa nos séculos XVII e XVIII: crises e crescimento


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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

História - Resumo sobre O Espaço Português


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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

História - Resumo sobre Identidade Civilizacional da Europa Ocidental


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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

História - Resumo sobre o Modelo Romano


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sábado, 7 de fevereiro de 2015

História - Resumo sobre A Produção Cultural


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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

História - Resumo sobre O Condado Portucalense


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terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

História - Resumo sobre O Modelo Ateniense


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domingo, 1 de fevereiro de 2015

História - Resumo sobre A Renovação da Espiritualidade e da Religiosidade


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sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

História - Resumo sobre A Reconstrução do Pós-Guerra


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segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

História - Resumo sobre Mutações nos Comportamentos e na Cultura


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sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

História - Resumo sobre A Grande Depressão e o seu Impacto Social


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segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

História - Resumo sobre a Dimensão Social e Politica da Cultura


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quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

História - Resumo sobre a Afirmação de Novas Potências


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sábado, 10 de janeiro de 2015

História - O Estado Novo

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